Visão geral
Em 1964, Bill English, integrante da equipe de Douglas Engelbart no Stanford Research Institute (SRI), construiu um protótipo de dispositivo para apontar e selecionar elementos na tela. O equipamento foi desenvolvido a partir do projeto de Engelbart e tornou-se conhecido como mouse.
O protótipo utilizava rodas para registrar movimentos em dois eixos. Sua construção é distinta da demonstração pública de 1968 e da concessão posterior da patente. A atribuição do trabalho inclui a participação de English, sem reduzir toda a construção física à atuação de Engelbart.
ICE e análise MAHE
Avaliação cadastrada pela Metodologia de Análise Histórico-Evolutiva.
Índice de Contribuição Evolutiva
4,76 / 10
Os quatro eixos
- Motivação
- Intelecto / Curiosidade
- Natureza do progresso
- Material
- Perenidade
- Residual (Histórico)
- Dinâmica evolutiva
- Transição
- Fator contextual
- Vanguarda
- Amplitude de impacto
- Global
Ler a justificativa analítica
A criação do primeiro mouse por Douglas Engelbart em 1964 emergiu em um cenário de computação primitiva, onde interfaces baseadas em comandos textuais limitavam o acesso e a eficiência. Motivado pela curiosidade intelectual e pela busca pragmática de soluções técnicas, Engelbart desenvolveu um dispositivo para traduzir movimento físico em interação digital, visando superar barreiras operacionais sem intenções éticas ou espirituais subjacentes. Seu impacto foi essencialmente material, revolucionando a usabilidade de computadores ao viabilizar interfaces gráficas, mas sem alterar diretamente valores humanos ou consciências coletivas.
Embora pioneiro para sua época, antecipando conceitos que só se popularizariam décadas depois, o mouse não representou um salto irreversível na evolução humana. Seu legado técnico integrou-se ao tecido da computação moderna, mas após seis décadas, seu papel central declina frente a tecnologias emergentes como telas sensíveis ao toque, configurando uma influência residual. A adoção global do dispositivo transformou a interação homem-máquina, democratizando o acesso à tecnologia, porém sem transcender a esfera instrumental.
Esta invenção exemplifica uma transição evolutiva na relação com ferramentas digitais, preparando o terreno para transformações sociais indiretas. Engelbart atuou em vanguarda ao reimaginar a comunicação com máquinas em uma era de paradigmas técnicos rígidos, mas seu feito permanece confinado ao domínio do progresso material, sem realinhar coordenadas éticas da humanidade.
Avaliação interpretativa do acervo. Os valores são apresentados como cadastrados, sem recálculo.
Entenda a metodologia e as classes ICEFontes e ressalvas
Referências e notas associadas a este registro.
- SRI / história do mouseFonte consultada na revisão desta página.
Notas sobre as fontes
Revisão documental de 2026-11-04.
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Primeiro protótipo do mouse de computador no SRI. Linha do Tempo - Progresso do Ser. https://linhadotempo.app/eventos/primeiro-prototipo-do-mouse-de-computador-no-sri