Visão geral
Em dezembro de 1979, a União Soviética enviou tropas ao Afeganistão, iniciando uma intervenção militar que se estendeu por quase uma década. A presença soviética integrou um conflito com grupos afegãos e participação de outros países, no contexto da Guerra Fria.
Os acordos negociados em Genebra estabeleceram um processo de retirada, cujo prazo final foi 15 de fevereiro de 1989. A missão UNGOMAP, das Nações Unidas, acompanhou a implementação. O intervalo delimita a intervenção soviética, sem afirmar que a guerra civil afegã terminou com a saída das tropas. As fontes apresentam perspectivas diplomáticas distintas e não sustentam uma explicação única para todo o conflito.
ICE e análise MAHE
Avaliação cadastrada pela Metodologia de Análise Histórico-Evolutiva.
Índice de Contribuição Evolutiva
0,14 / 10
Os quatro eixos
- Motivação
- Força / DominaçãoSecundário: Sobrevivência / Medo
- Natureza do progresso
- Material
- Perenidade
- Perecível (Efêmero)
- Dinâmica evolutiva
- Repetição de Ciclo
- Fator contextual
- Regressivo
- Amplitude de impacto
- Continental
Ler a justificativa analítica
A Invasão Soviética do Afeganistão (1979-1989) inseriu-se no contexto da Guerra Fria, onde a URSS buscou impor controle geopolítico mediante intervenção militar direta. A motivação primária foi a dominação estratégica, visando manter um governo aliado e expandir influência, com um componente secundário de medo relacionado à segurança das fronteiras soviéticas. O impacto efetivo limitou-se a alterações materiais: destruição infraestrutural, rearranjos políticos temporários e acirramento de tensões bipolares, sem avanços éticos ou espirituais mensuráveis. O legado mostrou-se efêmero, dissipando-se em décadas com o colapso soviético e a subsequente instabilidade afegã, sem integrar-se de forma duradoura ao tecido civilizacional. O evento configurou repetição de ciclos imperiais históricos, sem introduzir novos paradigmas de convivência humana. Contextualmente, foi regressivo: violou normas de soberania já consolidadas no direito internacional pós-1945, representando um retrocesso mesmo para os padrões da realpolitik da Guerra Fria. Sua amplitude continental restringiu-se às dinâmicas de poder eurasiano, sem transformações globais substantivas. Este conflito ilustra como ações movidas por imposição e medo geram ciclos de sofrimento sem contribuir para a evolução coletiva.
Avaliação interpretativa do acervo. Os valores são apresentados como cadastrados, sem recálculo.
Entenda a metodologia e as classes ICEFontes e ressalvas
Referências e notas associadas a este registro.
- Departamento de Estado dos EUA / histórico da intervençãoFonte consultada na revisão desta página.
- ONU / histórico da UNGOMAPFonte consultada na revisão desta página.
Notas sobre as fontes
Departamento de Estado dos EUA / histórico da intervenção: Envio de tropas no final de dezembro de 1979 e contexto diplomático. Limite da consulta: Histórico de uma parte envolvida na Guerra Fria, sem adotar seus juízos como perspectiva neutra.
ONU / histórico da UNGOMAP: Intervenção de dezembro de 1979, acordos e retirada até 15/02/1989. Limite da consulta: Início mensal preservado diante de marcos militares distintos no final de dezembro; não declara fim da guerra civil em 1989.
Revisão editorial das páginas em 04/11/2026. Os cadastros originais e seus modais foram preservados e podem conservar textos e datas anteriores.
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Intervenção militar soviética no Afeganistão (1979-1989). Linha do Tempo - Progresso do Ser. https://linhadotempo.app/eventos/intervencao-militar-sovietica-no-afeganistao-1979-1989